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Quanto vale a indústria das ligações que ninguém atende?
No texto anterior fizemos uma pergunta: se bilhões de ligações abusivas atravessam redes comerciais de telecomunicações, quanto dinheiro esse tráfego pode movimentar? Não encontrei nos dados públicos da Anatel uma demonstração que permita responder diretamente: “as operadoras faturaram R$ X com chamadas abusivas.” E qualquer pessoa que apresentasse um número desses como fato estaria indo além das evidências disponíveis. Mas podemos fazer outra coisa. Podemos calcular a ordem

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há 2 minutos6 min de leitura


O brasileiro parou de atender o telefone — e isso deveria nos assustar
Durante décadas, o telefone tocava e alguém atendia. Era quase automático. Poderia ser um familiar, um cliente, uma empresa, uma oportunidade de trabalho, uma emergência. O toque do telefone significava simplesmente que alguém queria falar conosco. Hoje, no Brasil, acontece algo completamente diferente. O telefone toca, o brasileiro olha para a tela, vê um número desconhecido e pensa: “É golpe.” Essa mudança aparentemente banal revela algo muito maior. Estamos diante de uma d

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há 1 hora7 min de leitura


A humanidade tornou-se grande demais para ser salva?
Na altura do campeonato, torna-se impraticável investir na humanidade. Cabe ao ser humano investir no indivíduo. Talvez essa frase pareça pessimista. Não é. É uma mudança radical de perspectiva. Durante séculos, construímos grandes projetos destinados a melhorar a humanidade. Criamos sistemas políticos, instituições, escolas, constituições, organizações internacionais, códigos de direitos, modelos econômicos, religiões organizadas, movimentos sociais e incontáveis teorias sob

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há 2 dias5 min de leitura


O Brasil não descarrilhou ontem
Existe um momento exato em que uma nação perde o rumo? Existe um dia em que podemos olhar para trás e dizer: foi ali que a ética começou a desaparecer, que a moral deixou de estabelecer limites e que aquilo que deveria causar indignação passou a fazer parte da paisagem? No caso brasileiro, provavelmente não. O Brasil não descarrilhou ontem. O que vivemos hoje não nasceu de um único governo, de um partido, de uma eleição, de uma decisão judicial ou de uma crise econômica. É re

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há 2 dias6 min de leitura


A Teologia da Felicidade não Resiste aos Evangelhos
Criamos uma versão confortável do Evangelho?! Uma versão em que Deus precisa fazer tudo dar certo. Em que fé virou sinônimo de vitória, bênção virou sinônimo de prosperidade e sofrimento passou a ser tratado quase como evidência de que alguma coisa está espiritualmente errada. Se prosperou, Deus abençoou. Se perdeu, alguma coisa aconteceu. Se está saudável, está debaixo da bênção. Se adoeceu, começam as perguntas. Se as portas abriram, foi Deus. Se fecharam, talvez tenha falt

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há 3 dias4 min de leitura


iPhone Duo: a Apple chegou atrasada ou simplesmente esperou o momento certo?
Antes tarde do que nunca. Mas por que agora, ou melhor, por que só agora? A Apple finalmente entrou no mercado dos smartphones dobráveis. O iPhone Duo representa uma das maiores mudanças físicas do iPhonedesde o iPhone X, lançado em 2017. Enquanto Samsung, Huawei e outros fabricantes passaram anos desenvolvendo, corrigindo e aperfeiçoando seus dobráveis, a Apple permaneceu aparentemente imóvel. Hoje sabemos que não estava. A pergunta é inevitável: a Apple chegou atrasada ou e

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há 4 dias4 min de leitura


Quando o empresário perde a confiança, a economia sente depois
Em praticamente todas as reuniões de negócios das quais participo ultimamente, existe algo que os relatórios talvez demorem um pouco mais para revelar, mas que os rostos já demonstram: há um desconforto crescente entre empresários brasileiros. Não estou falando apenas de pessimismo. Estou falando de cautela. E existe uma enorme diferença entre os dois. O pessimista acredita que tudo dará errado. O empresário cauteloso simplesmente começa a proteger aquilo que construiu. Reduz

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há 4 dias3 min de leitura


Quando Economizar Custa a Liderança: a Lição da Globo na Copa de 2026
A Globo economizou na Copa e ajudou a financiar o próprio concorrente. Durante décadas, falar em Copa do Mundo no Brasil praticamente significava falar em Globo. A emissora não transmitia apenas futebol: controlava grande parte da narrativa, da audiência, da publicidade e do imaginário construído em torno do maior evento esportivo do planeta. A Copa de 2026 mostrou que essa hegemonia já não pode mais ser considerada automática. A decisão da Globo de não adquirir o pacote inte

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há 6 dias4 min de leitura


Quando a Igreja Confia em Deus e Quando Começa a Criar Atalhos
A decisão atribuída à missão Samaritan’s Purse, liderada por Franklin Graham, de recusar aproximadamente US$ 300 milhões em recursos do governo dos Estados Unidos provoca uma pergunta que deveria atravessar as portas das igrejas brasileiras: quantas igrejas realmente confiam em Deus para sua manutenção e quantas, diante das dificuldades financeiras, começaram a criar atalhos para obtenção de recursos? A questão não está simplesmente em receber ou não receber dinheiro público.

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há 6 dias3 min de leitura


Brasil sobre Duas Rodas: um gigante industrial condenado a olhar o mundo pelo retrovisor
O Brasil possui uma das maiores indústrias de motocicletas do planeta. Produz milhões de unidades, possui um enorme mercado consumidor, uma extensa rede de concessionárias e uma cultura motociclística consolidada. Ainda assim, basta observar os mercados europeu, asiático, norte-americano e até alguns mercados latino-americanos para perceber uma contradição desconfortável: somos gigantes em quantidade, mas continuamos relativamente limitados em diversidade. A questão, portanto

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há 7 dias6 min de leitura


Marcelo Miragaia: Eu não precisava parecer alguém. Precisava realizar alguma coisa
Ao refletir sobre as trajetórias de Michael Jackson e George Michael e, inevitavelmente, colocá-las diante da trajetória de Marcelo Miragaia, chego a uma conclusão desconfortável. É evidente que não possuo o talento artístico extraordinário que esses homens possuíam. Não canto como eles, não danço como Michael Jackson, não componho como George Michael. Mas talvez essa comparação nunca devesse ter sido sobre talento. A questão que verdadeiramente me confronta é outra: o que fi

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5 de set.4 min de leitura


Brasil S.A.: uma empresa que não pode quebrar porque seus acionistas são obrigados a aportar capital
O Estado não quebra, mas quebra quem aportou capital Existe uma empresa gigantesca operando no Brasil. Possui milhões de financiadores, movimenta trilhões, administra uma estrutura monumental e interfere direta ou indiretamente em praticamente todas as atividades econômicas do país. Seu nome metafórico poderia ser Brasil S.A.. A diferença fundamental é que seus “acionistas” não escolheram participar dela e, quando suas contas não fecham, são chamados compulsoriamente a aporta

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5 de set.5 min de leitura


Michael Jackson: quando o talento encontra a obstinação
O filme biográfico Michael (2026), sobre a trajetória de Michael Jackson, permite inúmeras leituras sobre uma das figuras mais extraordinárias e complexas da cultura contemporânea. Podemos discutir sua infância, suas relações familiares, seus conflitos emocionais, a exposição pública ou a gigantesca indústria construída ao redor de seu nome. Entretanto, há dois elementos que particularmente me interessam em sua trajetória: um talento genial e uma obstinação quase incontroláve

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5 de set.4 min de leitura


George Michael e o homem que eu queria parecer ser
George Michael sempre chamou minha atenção. Evidentemente pela música, pela voz e pelo talento que o transformaram em um dos grandes artistas de sua geração. Mas, olhando hoje com a distância que o tempo permite, percebo que havia outra coisa. Talvez algo muito mais pessoal. George Michaelrepresentava, exteriormente, muito daquilo que eu imaginava que gostaria de ser perante as pessoas. Não estou falando de querer ser George Michael. Estou falando daquilo que ele parecia repr

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4 de set.3 min de leitura


Vergonha de ser brasileiro e a inquietação do Ser Miragaia
Nestes últimos dias, você e eu fomos bombardeados por notícias lamentáveis vindas do Distrito Federal e de seus Poderes. E confesso: fui tomado por um sentimento que jamais imaginei experimentar — vergonha de ser brasileiro. É uma frase pesada. Talvez até injusta. Porque o brasileiro comum tem pouco a ver com aquilo que diariamente assistimos acontecer nos palácios de Brasília. O Brasil real não acorda em gabinete. Acorda às cinco da manhã. Pega ônibus lotado. Enfrenta trânsi

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3 de set.5 min de leitura


A Ponte Pênsil que a Esquerda ainda não Construiu: Depois de Lula, Qual é o Destino?
Toda ponte pressupõe três coisas: uma margem de partida, uma travessia e um destino. Quando aplicamos essa metáfora à direita brasileira, é possível ao menos imaginar esses três elementos. A margem de origem seria o bolsonarismo; Flávio Bolsonaro poderia representar uma ponte de continuidade política; e, na outra margem, Tarcísio de Freitas desponta como possibilidade de um projeto que procura acrescentar gestão, infraestrutura, investimento e execução à identidade construída

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3 de set.4 min de leitura


A Ponte Pênsil para o Modelo Gerencial de Tarcísio no Brasil?
Toda ponte existe porque há duas margens que precisam ser conectadas. Na política brasileira de 2026, talvez esteja surgindo uma travessia semelhante. De um lado, existe o enorme patrimônio político e eleitoral construído pelo bolsonarismo. Do outro, começa a ganhar corpo uma direita que procura acrescentar ao discurso conservador uma identidade fortemente baseada em gestão, infraestrutura, investimento, concessões e capacidade de execução. Entre essas duas margens está Flávi

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3 de set.4 min de leitura


A Nova Pajero Manda um Recado: Aqui é Mitsubishi, Aqui é Raiz Rally!
Durante alguns anos, parecia que o mercado automobilístico havia decretado o fim de uma espécie: o SUV verdadeiramente fora de estrada. A indústria passou a chamar praticamente qualquer veículo mais alto de SUV, enquanto chassi robusto, reduzida, capacidade de enfrentar terrenos difíceis e mecânica pensada para situações extremas foram cedendo espaço para eficiência, conectividade, eletrificação e conforto urbano. Nesse cenário, o retorno da Mitsubishi Pajero em uma nova gera

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3 de set.4 min de leitura


Evoluímos como espécie ou apenas sofisticamos nossas ferramentas?
Pare por alguns segundos e observe ao seu redor. Não apenas as notícias ou as redes sociais, mas sua vida real: família, trabalho, amizades, relacionamentos e os ambientes que você frequenta. O que encontramos?Pessoas equilibradas, amorosas, alegres, pacíficas, pacientes, bondosas, fiéis, mansas e capazes de exercer domínio sobre si mesmas? Sinceramente, não parece ser essa a paisagem predominante. Encontramos pessoas cansadas, ansiosas, intolerantes, agressivas, frustradas e

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2 de set.4 min de leitura


Perplexos, mas nunca surpresos: a corrupção moral no coração da República
O brasileiro aprendeu uma espécie de mecanismo perverso de defesa: ainda consegue ficar perplexo, mas dificilmente consegue ficar surpreso. As revelações mais recentes envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro e outros personagens situados no topo das instituições brasileiras produzem exatamente essa sensação. Não porque tudo esteja judicialmente provado — não está —, mas porque aquilo que já veio of

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2 de set.4 min de leitura
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