
Mulher Não é Objeto, é Sujeito
- Open Planning

- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de jan.
Mulher não é ornamento social nem recompensa simbólica. É sujeito, não objeto.
Um saboroso aprendizado pessoal foi (e ainda é) conviver, durante vinte e seis anos, com uma mulher completa e, claro, complexa.
Mulher não é item de vitrine, não é selo de status, não é extensão do ego masculino nem prêmio por bom comportamento social. Não existe “conquistar” alguém como quem coleciona relógio caro ou carro importado. Isso não é masculinidade, é insegurança maquiada de poder.
Quando o homem reduz a mulher a troféu, ele revela mais sobre a própria pobreza simbólica do que sobre ela. Falta repertório emocional, falta caráter relacional, falta maturidade. E sobra pose.
Relação saudável não é exibição.
É parceria, tensão criativa, confronto de ideias, construção conjunta.
Quem precisa diminuir o outro para se sentir grande já começou pequeno.
O curioso é que muitos ainda confundem respeito com fraqueza e domínio com liderança. Resultado: adultos biologicamente crescidos, mas emocionalmente em beta eterno.
O mundo mudou.
A mulher se livrou do pedestal, e ainda bem. Pedestal é lugar de estátua, não de gente viva.
No Século XXI e ainda somos extremos!!!
Existe uma crise silenciosa de masculinidade que quase ninguém quer admitir: muitos homens não sabem mais quem são sem performar. Aí transformam relacionamento em palco, mulher em plateia e status em argumento. Tudo muito bonito por fora, tudo muito frágil por dentro.
Mas masculinidade madura não é dominação.
É responsabilidade emocional.
É sustentar presença sem precisar controlar.
É saber ouvir sem se sentir ameaçado.
É bancar limites sem virar tirano.
O homem forte não precisa provar força. Ele não coleciona pessoas. Ele constrói vínculos. Não disputa ego. Disputa propósito. Não teme mulher inteligente. Aprende com ela. E isso, ironicamente, assusta mais do que qualquer postura machona de Instagram.
A mulher, quando deixa de ser vista como troféu, vira o que sempre foi: sujeito. Com desejo próprio, voz própria, caminho próprio. E aí só fica ao lado dela quem tem estrutura interna suficiente para caminhar junto, não na frente, não atrás como um “garanhão” descontrolado.
Talvez o problema nunca tenha sido “empoderamento feminino”.
Talvez tenha sido o despreparo masculino para lidar com igualdade sem perder identidade.
Isso conversa com liderança, cultura organizacional, família, igreja, política e mercado porque quem não sabe se relacionar no íntimo, também não sabe liderar no público. Relação é treino de caráter.
A próxima camada disso tudo é inevitável: o colapso do macho performático e o nascimento, ainda doloroso, do homem consciente. Fica o alerta que não é necessário deixar de ser homem, para ser homem consciente.
E esse processo não é confortável. Crescer raramente é.
Seguimos daqui para masculinidade saudável, poder sem opressão, desejo sem posse, liderança sem autoritarismo.











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