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Ordem, Caos e Responsabilidade

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    Open Planning
  • há 6 dias
  • 1 min de leitura

A criatura humana recusou a ordem divina e, no mesmo gesto, instituiu a própria desordem.

O preço não é simbólico: é diário.

Vencer o próprio caos já é tarefa suficiente, mas a vida cobra também a travessia pelo caos do outro.


A criatura humana não caiu no caos por acidente.

Ela o escolheu quando negou a ordem que não controlava.


Ao romper com qualquer referência superiormoral, espiritual ou éticanão se libertou.

Apenas assumiu a tarefa ingrata de ser o próprio eixo do mundo.


O resultado é conhecido: uma vida gasta tentando organizar o que internamente permanece em desordem.


O preço é diário.

Vencer o próprio caosexige disciplina, consciência e responsabilidade.

Mas a maturidade cobra mais: aprender a conviver, liderar e decidir em meio ao caos do outro.


Não existe neutralidade aqui.

Ou há ordem assumida, ou há desordem administrada.

E administrar o caos não é heroísmo — é sobrevivência.


Liderança não nasce da negação da realidade, mas da coragem de reconhecer limites, assumir escolhas e restaurar a ordem onde antes só havia ruído.


O mundo não precisa de mais opiniões. Precisa de gente capaz de governar a si mesmo antes de querer governar narrativas, empresas ou pessoas.


Ordem não oprime.

Ordem sustenta.


E responsabilidade não é castigo. É o preço da liberdade adulta.

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