
O Papel do Líder como Facilitador de Perguntas, não Fornecedor de Certezas
- Open Planning

- 29 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 30 de jan.
No ambiente corporativo contemporâneo é diariamente exigido um redefinir da definição do que era definido por definição.
Durante muito tempo, liderança foi confundida com a capacidade de ter respostas. O líder entrava na sala, organizava o caos e dizia: “é por aqui”. Funcionou bem… enquanto o mundo era “previsível”.
O problema é que o mundo mudou, e muda rápido.
Em ambientes complexos, voláteis e ambíguos, o líder que se posiciona como fornecedor de certezas cria uma ilusão perigosa: a de que alguém realmente controla o futuro. Não controla. E fingir que controla cobra um preço alto da organização.
A liderança contemporânea não se define mais pela resposta pronta, mas pela qualidade das perguntas que consegue sustentar.
Perguntas bem formuladas fazem algo que respostas nunca farão sozinhas:
– revelam suposições invisíveis;
– expõem riscos antes que virem crises;
– ativam aprendizado coletivo.
Quando o líder responde rápido demais, ele encerra o pensamento.
Quando pergunta bem, ele ativa inteligência distribuída.
Isso não é indecisão.
Não é relativismo.
E definitivamente não é falta de autoridade.
O líder que pergunta não abdica da responsabilidade. Ele a redistribui com clareza. Define contexto, limites e critérios, e convida o time a pensar dentro deles. Direção sem engessamento. Autonomia sem caos.
Existe uma diferença brutal entre: “Eu sei o caminho.” e “Vamos entender juntos qual caminho faz mais sentido agora.”
O primeiro cria dependência.
O segundo constrói maturidade organizacional.
Líderes obcecados por certezas formam equipes silenciosas.
Líderes que cultivam boas perguntas formam times que pensam, discordam e evoluem.
Talvez a pergunta mais honesta da liderança hoje seja esta: você quer ser lembrado como quem tinha todas as respostas ou como quem criou um ambiente onde as respostas puderam emergir?
Em tempos incertos, liderar é sustentar a pergunta certa tempo suficiente para que o aprendizado aconteça.
E isso exige mais coragem do que qualquer resposta pronta.











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