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O Ser Humano Evoluiu?

  • Foto do escritor: Open Planning
    Open Planning
  • 5 de jan.
  • 6 min de leitura

Atualizado: 16 de jan.

Pergunta curta.

Incômoda.

Necessária.


Resposta honesta? Tecnicamente, sim. Humanamente, é discutível.


O ser humano evoluiu em capacidade, mas não necessariamente em consciência.


Evoluímos em:


• tecnologia;

• medicina;

• comunicação;

• controle da natureza.


Mas a evolução não é automática no campo ético, moral e espiritual. Isso exige algo que tecnologia não entrega: responsabilidade sobre escolhas.


Quando se diz que o @borto foi a principal causa de morte no mundo em 2025, com 73 milhões de casos (os números variam conforme a fonte e a metodologia), o dado em si já revela algo inquietante: não é apenas uma questão médica ou legal— é civilizatória.


A narrativa dominante muitas vezes desloca o foco:


• discute-se o planeta;

• protege-se espécies;

• preservam-se florestas.


Tudo isso é importante. Mas surge um paradoxo difícil de ignorar: o valor da vida humana tornou-se negociável, condicionado a contexto, conveniência, estágio de desenvolvimento ou impacto social.


Isso não é evolução linear.

É sofisticação sem transcendência.


A história mostra que sociedades altamente avançadas tecnicamente podem regredir eticamente. Roma fez isso. Regimes modernos fizeram isso. O verniz muda, o dilema permanece.


Talvez a pergunta correta não seja “o ser humano evoluiu?”


Mas sim: Evoluímos em direção a quê? Mais eficiência… ou mais humanidade?


Sem um eixo claro de valor da vida, a civilização avança como um carro de Fórmula 1 sem volante: rápido, impressionante — e perigosamente fora de controle.


A pergunta, à luz da vida, não é “quantos morreram


É quem nos tornamos ao normalizar isso.


No ponto de vista de Jesus Cristo, o valor da vida não nasce do consenso social, nem da utilidade, nem do estágio biológico.

Ele nasce de um princípio: A vida humana carrega a imagem de Deus (Imago Dei).


Isso muda tudo.


1. A raiz do problema não é social, política e econômica — é emocional/espiritual


O Livro de Eli descreve um movimento recorrente da humanidade: quando Deus deixa de ser o centro, o homem ocupa o trono.


E quando o homem se torna o árbitro final do bem e do mal, ele inevitavelmente redefine:


• o que é vida;

• quando ela começa;

• quando ela merece continuar.


Isso não começou no século XXI. Começou quando tudo começou.


“Sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal.”


A questão do @borto, sob a ótica de Cristo, é apenas um sintoma moderno de um problema antigo: a autonomia absoluta do ser humano desconectado da Vida.


2. O paradoxo da compaixão seletiva


Aqui há algo emocionalmente/espiritualmente grave.


Vivemos uma era que:


defende o frágilquando é distante;

protege o vulnerávelquando não exige renúncia pessoal;

chora pela criaçãomas relativiza o ventre.


Jesus Cristo confronta esse paradoxo com uma pergunta incômoda: Quem é o próximo mais próximo?


Na parábola do Bom Samaritano, o próximo não é o mais visível nem o mais conveniente. É o mais vulnerável no caminho.


E não há vulnerabilidade maior do que:


• não ter voz;

• não ter defesa;

• não ter escolha.


3. Graça não é negação da verdade


Aqui é importante equilíbrio — e humildade.


Cristo não reduz essa discussão a condenação, porque:


Jesus nunca tratou o Alvo Errado sem tratar a pessoa;

• Ele confrontou o erro, mas salvou o ser humano.


A atitude cruz revela duas verdades simultâneas:


1. A vida é tão sagrada que custou o sangue do Filho de Deus;

2. O amor de Deus alcança até quem falhou gravemente.


Ou seja:


defender a vida não é odiar mulheres;

afirmar a verdade não é ausência de misericórdia;

graça não anula responsabilidade, mas oferece redenção.


4. O que isso diz sobre “evolução”?


Espiritualmente falando, o Livro de Eli é claro:


progresso técnicomaturidade espiritual


Jesus nunca prometeu uma humanidade cada vez melhor. Ele alertou sobre uma humanidade cada vez mais sofisticada e menos arrependida.


Quando a vida deixa de ser dom e passa a ser decisão, algo essencial foi perdido.


Não é evolução. É desorientação com aparência de avanço.


5. A resposta de Cristo não é “ser contra”


É ser a favor de algo maior:


• a favor da vida em todas as fases;

• a favor de apoio real a mulheres em crise;

• a favor de responsabilidade masculina;

• a favor de comunidades que acolhem, sustentam e caminham junto.


Cristo não grita de longe. Ele carrega no colo.


À luz de Cristo, a pergunta “o ser humano evoluiu?” recebe uma resposta sóbria: Evoluímos em poder, mas regredimos em reverência. Perdemos o espanto diante da vida — e isso sempre cobra um preço.


Cristo não oferece uma ideologia. Oferece um chamado: Escolhe, pois, a vida.


Vamos olhar para isso mais a fundo a partir do próprio Cristonão de sistemas religiosos, não de debates modernos, mas do modo como Ele via o ser humano. Aqui é onde tudo fica mais sério… e mais silencioso.


O olhar de Cristo nunca começa pelo ato


Ele começa pela pessoa.


Jesus não era ingênuo quanto ao Alvo Errado.

Mas Ele também nunca reduziu alguém ao pior momento da sua história.


Quando Cristo olha para a humanidade, Ele vê três coisas ao mesmo tempo — e nós quase nunca conseguimos sustentar essas três juntas:


1. A dignidade da vida;

2. A gravidade do erro;

3. A possibilidade real de redenção.


Sem equilíbrio entre elas, ou caímos no moralismo duro e cruel… ou na permissividade que chama tudo de “direito”.


Cristo e os invisíveis


Há um padrão claro nos Evangelhos de Cristo: Jesus sempre se move em direção a quem não tem voz.


• crianças;

• doentes;

• excluídos;

• rejeitados;

• os que não contam.


Ele não pergunta primeiro se são convenientes. Ele pergunta, com a própria presença:


“Onde está aquele que ninguém está vendo?”


Se aplicarmos isso com honestidade, o olhar de Cristo nos constrange. Porque Ele nunca ignorou a vida frágil.


Mas — e isso é essencial — Ele também nunca esmagou quem estava em desespero.


A mulher e a multidão


Quando trouxeram a mulher para ser apedrejada, Jesus fez algo desconcertante:


• não relativizou o Alvo Errado;

• não se aliou à violência moral e cruel da multidão.


Ele desarmou o ambiente.


Primeiro, silêncio.

Depois, verdade.

Por fim, graça com direção:


“Eu não te condeno. Vai e não peques mais.”


Repare: Cristo não muda o padrão. Mas muda o destino da pessoa.


Esse é o ponto que quase sempre se perde.


O que Cristo não faria


Olhando para os Evangelhos de Cristo com seriedade, dá para afirmar com segurança:


Cristo não celebraria a morte como solução;

Cristo não trataria a vida como descartável;

Cristo não transformaria dor em bandeira ideológica;

Cristo não abandonaria uma mulher à própria culpa;

Cristo não se omitiria diante da injustiça.


Ele não escolheria lados políticos. Ele escolheria pessoas.


O coração do Evangelho de Cristo


Para Cristo:


• a vida não é um problema a ser resolvido;

• é um mistério a ser protegido.


E ao mesmo tempo:


• a culpa não é um rótulo eterno;

• é um ponto de partida para transformação.


Por isso o Cristo autêntico não grita:


Vocês erraram!


Ele diz, com firmeza e ternura:


“Existe um caminho melhor — e Eu caminho com você.”


Se perguntarmos: Como Cristo olha para isso?


A resposta não vem em estatísticas.


Ela vem assim:


Com lágrimas por toda vida perdida. Com compaixão profunda por quem sangra por dentro. Com verdade que não se negocia. E com graça que não desiste.


Cristo não normaliza a morte. Mas também não abandona os feridos no caminho.


Esse olhar não é confortável. Mas é o único que salva — sem destruir.

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