
NÓS…, 25 anos “UM”
- Open Planning

- 13 de jan.
- 6 min de leitura
“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”
“E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois em uma carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
“E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.”
Nos três textos do Livro de Eli se constroem uma ideia fundamental: o “um” não é soma, é transformação. Dois indivíduos inteiros entram numa aliança e saem reconfigurados. Não é 1 + 1 = 2. É 1 + 1 → algo novo, mais robusto, mais responsável e mais exigente.
O “um” é propósito, não conveniência
“Deixar pai e mãe” não é sobre endereço. É mudança de lealdade primária.
Aprendizado prático:
• O casal deixa de operar com “meus interesses” e passa a operar com “nosso propósito”;
• Quando cada um puxa para si, o “um” vira dois brigando por território.
Um casal saudável não disputa poder, distribui responsabilidade.
O “um” exige maturidade, não fusão infantil
“Uma só carne” não anula identidade. Anula ego soberano.
Aprendizado prático:
• Individualmente, você pode ser bom. Juntos, vocês podem ser melhores — se ambos aceitarem ser confrontados;
• O casamento vira um espelho sem filtro: revela virtudes, mas também expõe falhas que sozinho você nunca encararia.
Se o “um” não te faz crescer, provavelmente alguém está se anulando para o outro não mudar.
O “um” é força multiplicadora, não refúgio emocional
Jesus reforça: “já não são dois”. Isso elimina a mentalidade de saída fácil.
Aprendizado prático:
• Problemas deixam de ser “seus” ou “meus” → viram nossos;
• Vitórias também: sucesso não é individual, é compartilhado.
Um casamento saudável não é lugar para se esconder da vida, é base para enfrentá-la com mais força.
O “um” é espiritual antes de ser emocional
“Foi Deus quem uniu.” Isso muda tudo (Deus coparticipa da relação?)
Aprendizado prático:
• A relação deixa de ser apenas sentimento e passa a ser aliança;
• Emoção oscila; aliança sustenta.
Quando Deus é o eixo, o casal não gira em torno do humor, mas do propósito.
O “um” é melhor que cada um sozinho — se ambos entenderem o custo
Sim, o “um” pode e deve ser melhor que cada um individualmente.
Mas o preço é alto:
• Menos orgulho;
• Mais renúncia consciente;
• Comunicação adulta (não passivo-agressiva, por favor);
• Perdão frequente.
Quem entra no casamento querendo ganhar, perde. Quem entra querendo construir, vence junto.
Direto e reto:
O “um” do Livro de Eli não é romântico — é revolucionário.
Ele não promete facilidade, promete potência.
Não promete ausência de conflito, promete crescimento mútuo.
E não transforma dois perfeitos em um ideal, mas dois imperfeitos em algo mais forte do que jamais seriam sozinhos.
O Livro de Eli não só contraria a cultura — ela demole.
Sobre esses fundamentos vamos entender qual é o “Amor” que sustenta essa dinâmica chamado “um”.
Amor do Livro de Eli vs Amor Romântico Moderno
(compromisso que sustenta vs sentimento que exige)
Origem: Decisão vs Sensação
Amor Livro de Eli
“Amarás…” — verbo no imperativo. Amor é ato da vontade, não reflexo emocional.
Uma decisão, determinação e uma convicção.
Amor romântico moderno
“Eu sinto, logo amo.” Amor nasce do frio na barriga — e morre quando ele vai embora.
O amor Livro de Eli começa onde o sentimento termina.
O amor moderno termina quando o sentimento oscila.
Centro: O outro vs Eu
Amor Livro de Eli
• “Como posso servir?”;
• “Como posso proteger, sustentar, cuidar?”
Amor romântico moderno
• “Como você me faz sentir?”;
• “Você supre minhas expectativas e carências?”
No amor Livro de Eli, o eu sai do trono.
No romântico moderno, o eu vira divindade emocional.
Expectativa: Sacrifício vs Satisfação
Amor Livro de Eli
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida…”
Amar custa. Sempre custou.
Amor romântico moderno
“Amor não deveria custar.”
Se custa, “não é amor”.
O Livro de Eli diz: amor dói porque envolve cruz.
A cultura diz: amor dói porque você escolheu errado.
Permanência: Aliança vs Clima
Amor Livro de Eli
• Permanece no inverno emocional;
• Fica quando é difícil.
Amor romântico moderno
• Depende do clima;
• Some quando o relacionamento exige maturidade.
Amor Livro de Eli atravessa fases.
Amor romântico troca de pessoa.
Verdade: Confronta vs Acaricia
Amor Livro de Eli
• Corrige;
• Confronta alvos errados, imaturidade e egoísmo.
Amor romântico moderno
• Evita confronto para não “quebrar o clima”;
• Confunde aceitação com conivência.
Amor Livro de Eli confronta para curar.
Amor moderno anestesia para manter conforto.
Objetivo final: Santificação vs Autoexpressão
Amor Livro de Eli
• Torna o outro melhor, não apenas feliz;
• Aponta para Deus, não para o próprio umbigo.
Amor romântico moderno
• Valida quem você já é;
• “Você é perfeito do jeito que é” (mesmo não sendo).
O amor Livro de Eli diz: você pode ser mais.
O amor moderno diz: não mude, eu gosto assim.
A mentira mais aceita do amor moderno
“Se for amor de verdade, será fácil.”
O Livro de Eli jamais prometeu facilidade. Prometeu presença, propósito e transformação.
Relacionamento fácil não exige caráter — exige apenas química.
Relacionamento fundamentado em Deus exige maturidade emocional e espiritual.
Sintetizando em uma pergunta pois a escolha é individual e intransferível:
Você quer um amor que te agrade ou um amor que te transforme?
Os dois não ocupam o mesmo trono.
Você quer uma aliança ou um contrato de “união estável”?
Aqui também a diferença não é sutil — é brutal mesmo.
Aliança Livro de Eli vs Contrato Moderno
(compromisso que sustenta vs acordo que dura enquanto convém)
Origem: Deus vs Interesse
Aliança Livro de Eli
“O que Deus uniu…” Ela nasce fora dos dois. Deus é a terceira parte ativa.
Contrato moderno
“Enquanto fizer sentido para nós.”
Nasce do interesse comum — e morre quando o interesse muda.
Onde Deus é o centro, o casal se ajusta (sem jeitinho, mentiras e anulações). Onde o interesse é o centro, o casal se negocia.
Lógica: Entrega vs Troca
Aliança Livro de Eli
• Eu me entrego antes de saber se será fácil;
• O compromisso vem antes do conforto.
Contrato
• Eu entrego se você entregar;
• O compromisso é condicionado à performance.
Aliança diz: “Eu fico.”
Contrato diz: “Eu fico enquanto…”
Linguagem: Nós vs Eu
Aliança Livro de Eli
• “Como resolvemos isso juntos?”;
• “O que precisamos ajustar?”
Contrato
• “Isso não é problema meu.”;
• “Eu não assinei pra isso.”
No contrato, o erro vira acusação.
Na aliança, o erro vira responsabilidade compartilhada.
Conflito: Restauração vs Rescisão
Aliança Livro de Eli
• Conflito é parte do processo de amadurecimento;
• O objetivo é restaurar, não vencer a discussão.
Contrato moderno
• Conflito é sinal de falha do acordo;
• O objetivo é encerrar com menos perdas.
Onde há aliança, o conflito é oficina.
Onde há contrato, o conflito é aviso prévio.
Tempo: Permanência vs Validade
Aliança Livro de Eli
• Não tem prazo. Tem vocação.;
• É “até que a morte nos separe” — e não “até que eu me sinta melhor”.
Contrato
• Tem cláusulas, revisões e saída estratégica;
• Dura enquanto atende expectativas emocionais.
A aliança pensa em legado.
O contrato pensa em satisfação imediata.
Identidade: Transformação vs Preservação do ego
Aliança Livro de Eli
• Você entra para ser lapidado;
• O casamento te muda — e isso é o plano.
Contrato
• Você entra para ser validado;
• Se mudar demais, “já não é a mesma pessoa”.
A aliança molda caráter.
O contrato protege a versão mais confortável do eu.
O ponto mais desconfortável e verdadeiro
A aliança Livro de Eli não existe para te fazer feliz.
Ela existe para te tornar inteiro, responsável e maduro.
Felicidade pode vir — e muitas vezes vem — mas como consequência, não como cláusula principal.
O contrato moderno inverte tudo:
“Se não me faz feliz, não serve.”
O Livro de Eli responde:
“Se não te transforma, você não entendeu.”
Por fim:
Contrato é sobre direitos.
Aliança é sobre entrega.
Um protege o que é meu.
O outro constrói o que é nosso.
Eu e a Carol ESCOLHEMOS: “UM” fundamentado no AMOR LIVRO DE ELI como uma ALIANÇA.
Tomamos uma decisão, pois colocamos em prática. É perfeita pois vamos até o fim.
Somos totalmente livres para escolher o que queremos viver, mas não sejamos ignorantes e ingênuos no dizer: “Não sabíamos quais seriam as consequências.”
Qual BÔNUS e ÔNUS você e Eu queremos vivenciar na nossa EXISTÊNCIA nessa Terra? Isso não tem NADA a VER com “IR” para o “CÉU ou INFERNO”!











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