
Minha Escolha não Pertence ao Tempo. Pertence à Eternidade.

Sabe o que escolhi ontem, escolho hoje e escolherei amanhã?
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Essa não é uma escolha circunstancial, emocional ou conveniente. Não nasceu de uma necessidade passageira, de uma promessa de prosperidade ou da expectativa de uma vida sem adversidades.
É uma escolha consciente, fundamentada naquilo que reconheço como pleno, completo, imutável e eterno.
Vivemos em um mundo no qual quase tudo é transitório. As ideias mudam, os valores são questionados, as convicções são negociadas e aquilo que ontem parecia inabalável hoje pode ser descartado.
A humanidade avança em conhecimento, tecnologia e capacidade de transformação. Entretanto, continua enfrentando suas questões mais profundas: de onde viemos, por que existimos, qual é o sentido da vida e o que permanece quando tudo aquilo que construímos deixa de existir?
É justamente diante dessas perguntas que encontro o fundamento da minha escolha.
Eu não escolho Deus porque compreendo tudo. Escolho Deus porque reconheço que minha compreensão é limitada diante daquilo que é infinito.
Não escolho Deus porque minha vida é perfeita. Escolho porque reconheço que sou imperfeito e que minha existência precisa de um fundamento maior do que minhas próprias capacidades.
Não escolho Deus porque nunca questionei. Pelo contrário, minhas perguntas, reflexões, experiências e inquietações me conduzem continuamente à consciência de que a verdade não pode estar subordinada apenas às minhas vontades.
A verdade não deixa de ser verdade porque alguém a rejeita. Assim como não passa a existir simplesmente porque alguém decide aceitá-la.
Na minha fé, Deus não é uma construção da conveniência humana. É o fundamento que transcende a própria existência humana.
O Pai representa a origem de tudo aquilo que existe.
O Filho revela o amor, a verdade, a graça e a reconciliação.
O Espírito Santo manifesta a presença divina que orienta, consola, transforma e fortalece.
Não são três escolhas diferentes. É uma única escolha pelo Deus eterno, revelado como Pai, Filho e Espírito Santo.
E aqui está um dos princípios mais importantes da minha convicção: não posso exigir que o eterno se adapte àquilo que é passageiro. Sou eu quem precisa reconhecer minhas limitações e permitir que minha vida seja transformada por aquilo que considero verdadeiro.
Minha fé não me torna superior a ninguém. Não me concede o direito de desprezar quem pensa diferente, nem me isenta de erros, dúvidas e responsabilidades.
Ao contrário, quanto maior minha convicção, maior deve ser meu compromisso com a humildade, a justiça, a verdade e o amor ao próximo.
Porque uma fé que se declara eterna, mas não produz transformação nas atitudes cotidianas, precisa ser profundamente examinada.
Não basta declarar em quem acredito. É necessário demonstrar, na maneira como vivo, aquilo em que acredito.
Se escolho o Deus da verdade, não posso fazer da mentira uma ferramenta de conveniência.
Se escolho o Deus do amor, não posso transformar o desprezo em princípio de relacionamento.
Se escolho o Deus da justiça, não posso defender a injustiça simplesmente porque ela me favorece.
Se escolho o Deus eterno, não posso permitir que os interesses passageiros governem todos os meus pensamentos, palavras e atitudes.
E isso não significa que nunca falharei.
Significa que, mesmo diante das minhas falhas, sei qual é o fundamento ao qual preciso retornar.
A maturidade me ensina que a vida não é medida apenas pelas conquistas acumuladas, pelas derrotas enfrentadas ou pelo tempo que ainda tenho pela frente.
Ela também é medida pela consciência daquilo que decido preservar quando tudo ao meu redor parece mudar.
Posso rever opiniões. Posso abandonar conceitos equivocados. Posso reconhecer erros, ampliar conhecimentos e transformar minha maneira de compreender o mundo.
Mas não preciso abandonar o fundamento da minha fé para continuar evoluindo como ser humano.
Afinal, mudar de pensamento diante de uma verdade compreendida não é fraqueza. É crescimento.
E permanecer fiel àquilo que reconheço como eterno não é resistência ao conhecimento. É fidelidade a uma convicção que dá sentido à minha existência.
O tempo continuará avançando.
As gerações passarão.
As sociedades transformarão seus valores, suas instituições e suas formas de viver.
Eu também envelhecerei, enfrentarei novas perguntas, novos desafios e, inevitavelmente, os limites da minha própria existência.
Mas há algo que desejo preservar até o último instante da minha consciência:
A escolha que fiz ontem, reafirmo hoje e desejo continuar fazendo amanhã.
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Não porque o mundo permaneça igual.
Não porque minhas circunstâncias sejam favoráveis.
Não porque eu tenha todas as respostas.
Mas porque minha escolha está fundamentada naquilo que, pela fé, reconheço como pleno, completo, imutável e eterno.
Como está escrito em Hebreus 13:8:
“Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.”
E é por isso que afirmo, com a consciência de quem compreende que a existência humana é passageira, mas que a fé aponta para além dela:
Minha escolha não pertence às circunstâncias.
Minha escolha não pertence às conveniências.
Minha escolha não pertence ao tempo.
Minha escolha pertence à eternidade.
E, enquanto houver em mim vida, consciência e liberdade para escolher, essa será a minha declaração:
Ontem eu escolhi. Hoje eu escolho. Amanhã escolherei.
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.




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