
Colapsos não são Todos Iguais
- Open Planning

- 22 de jan.
- 2 min de leitura
O Brasil atravessou dois colapsos recentes. Ambos reais. Ambos dolorosos. Mas não idênticos, e tratar como se fossem é intelectualmente desonesto.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, o colapso socioeconômico foi catalisado por um fator externo, imprevisível e global: a pandemia.
Um choque exógeno que atravessou fronteiras, derrubou economias maduras e expôs fragilidades históricas do Estado brasileiro.
Pandemias passam.
As cicatrizes permanecem.
A causa não era o projeto, mas era o evento.
No atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o colapso não vem de fora.
Ele nasce dentro.
É construído.
É sustentado.
É narrado como virtude.
O lulismo não é apenas uma gestão. É um sistema: expansão permanente do Estado, gasto sem lastro tratado como moralidade, dependência travestida de proteção social, erosão institucional justificada pelo discurso democrático, e um país mantido perto o suficiente do alívio, mas longe demais da autonomia.
Aqui, o colapso não é acidente.
É consequência lógica.
Choques externos testam a resiliência de uma nação.
Projetos ideológicos testam seus limites fiscais, morais e institucionais até que eles cedam.
A tragédia não é apenas econômica.
É cultural.
É a normalização do déficit.
É a romantização do Estado inchado.
É chamar controle de cuidado e irresponsabilidade de justiça social.
O Brasil não sofre porque foi surpreendido.
Sofre porque insiste em repetir modelos que prometem equidade enquanto corroem produtividade, responsabilidade e futuro.
Pandemias se enfrentam.
Projetos de poder se desmontam ou nos desmontam.
Este não é um texto contra pessoas. É contra a mentira confortável de que todo colapso é obra do acaso.
Alguns são escolha.
E escolhas cobram juros.











Comentários