
O Brasil perdeu protagonismo na indústria mundial em 2025 após registrar avanço quase nulo na produção.
- Open Planning

- 19 de abr.
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O resultado fez o país despencar no ranking internacional de crescimento do setor, saindo da 24ª para a 64ª posição em apenas um ano.
Sim. E o mais incômodo não é só a queda no ranking — é o que ela revela.
Em 2025, a produção industrial brasileira cresceu apenas 0,6%, bem abaixo de 2024, quando havia avançado 3,1%. No fim do ano, o setor ainda mostrou perda de fôlego, com queda de 1,2% em dezembro frente a novembro.
Com isso, o Brasil caiu da 24ª para a 64ª posição entre 83 países no ranking internacional de expansão industrial compilado pelo IEDI com base em dados da Unido. O próprio IEDI descreveu 2025 como um resultado vexatório, e o 4º trimestre também foi fraco: o país ficou na 72ª colocação nessa comparação trimestral.
Traduzindo sem perfume institucional: o país até cresce no discurso, mas tropeça onde riqueza de verdade costuma ganhar escala — produção, competitividade, tecnologia, produtividade e indústria de transformação. Quando a indústria perde densidade, o resto da economia começa a parecer musculosa de longe e anêmica de perto.
O problema não é só “cair 40 posições”. O problema é o recado embutido nisso: o Brasil está ficando para trás justamente no setor que mais puxa sofisticação econômica.
Sem indústria forte, o país:
• exporta menos valor agregado,
• depende mais de ciclos primários,
• gera menos empregos industriais de qualidade,
• e vira especialista em consumir modernidade produzida pelos outros.
É quase uma assinatura nacional do atraso elegante: muita retórica de potência, pouca capacidade de sustentar protagonismo produtivo.




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