
O Brasil Bateu Recorde em Arrecadação em 2025.
- Open Planning

- 11 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de abr.
Recorde de arrecadação em cima do sufoco não é virtude. É cinismo fiscal.
O aumento do IOF ajudou a empurrar esse resultado, penalizando justamente uma economia cada vez mais dependente de empréstimos e de famílias já sufocadas pelo endividamento recorde.
Leia isso de novo.
O Brasil chegou ao ponto de bater recorde de carga tributária enquanto o crédito explode como muleta de sobrevivência de empresas e famílias.
Leia isso de novo.
O Estado arrecada mais. A população se endivida mais. E ainda querem chamar isso de equilíbrio.
O aumento do IOF não atinge um luxo. Atinge o desespero organizado. Atinge quem pega crédito para fechar o mês, sustentar operação, cobrir rombo de caixa ou comprar tempo antes do colapso.
Isso não é política econômica séria. É um modelo que tributa a fragilidade e depois vende o discurso da responsabilidade.
Quando o governo passa a ganhar mais justamente no momento em que o povo mais depende de empréstimo, não há sofisticação técnica que esconda a verdade: estão arrecadando em cima da asfixia.
E o mais perverso é a inversão moral do debate. Tratam arrecadação recorde como troféu, enquanto o país real gira no rotativo, no parcelamento, no capital de giro e na corda no pescoço.
Não existe grandeza fiscal em sugar uma economia exausta. Não existe justiça tributária quando o crédito vira fonte extraordinária de caixa para o governo. E não existe narrativa bonita que transforme pressão sobre quem produz e quem consome em virtude de gestão.
No fim, sobra a fotografia brutal do país: mais imposto, mais dívida, mais dependência financeira, e menos fôlego para viver, investir e crescer.
Chamar isso de sucesso é ofender a inteligência de quem paga a conta.




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