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Joio e Trigo: o Tempo sempre Revela

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    Open Planning
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

A colheita não decide


Existe algo brutalmente verdadeiro na parábola do joio e do trigo contada por Jesus Cristo (Mateus 13:24 a 30): no começo, quase ninguém consegue distinguir um do outro, mas…


A aparência engana.

A fala convence.

A estética impressiona.

O discurso performa.


Mas o tempo… o tempo é um investigador implacável.


O trigo amadurece e se curva (se rende…). Não por fraqueza. Mas pelo peso do fruto que carrega (Fruto do Espírito).


Quanto mais conteúdo possui, menos necessidade tem de parecer maior do que é. Existe humildade naquilo que realmente produz (reconhece a Origem).


Já o joio permanece rígido. Erguido. Intocável na própria soberba estéril.


Não gera alimento.

Não sustenta ninguém.

Não constrói legado.

E ainda espalha sementes tóxicas por onde passa: vaidade, ego, manipulação, arrogância, superficialidade e destruição silenciosa.


No início, ambos parecem iguais.


No ambiente profissional, ambos usam crachá. No empresarial, ambos fazem reuniões. No pessoal, ambos discursam sobre valores.


Mas chega uma fase em que a verdade deixa de precisar de marketing.


O tempo revela:


  • quem era caráter e quem era personagem;

  • quem servia pessoas e quem apenas usava pessoas;

  • quem construía valor e quem apenas fazia barulho;

  • quem suportava processos e quem vivia de atalhos;

  • quem tinha raiz e quem apenas tinha aparência.


O trigo alimenta.

O joio contamina.


E talvez a pergunta mais importante da maturidade não seja: “Como posso crescer?


Mas sim: “Que tipo de fruto minha existência entrega para quem está ao meu redor?


Porque no final, empresas, carreiras e relacionamentos não são sustentados por performance estética. São sustentados por substância.


O joio impressiona por um tempo. O trigo sustenta gerações.


Então fica a pergunta: Quem você escolheu ser no seu existir pessoal, profissional e empresarial?


O que existe em você hoje: fruto… ou apenas aparência?


Porque aqui estará o “x” da “caldeira”: A colheita não decide. Apenas revela.


Na colheita, o ceifeiro não irá decidir quem você é.


Essa definição aconteceu muito antes. Nas escolhas silenciosas. Nos bastidores. Nos pensamentos que ninguém viu. Nas concessões que pareciam pequenas. Na forma como você tratou pessoas quando não precisava delas.


O ceifeiro não cria o joio.

O ceifeiro não transforma trigo em joio, mas Jesus Cristo transforma joio em trigo…


Ele apenas separa aquilo que cada um escolheu se tornar ao longo do tempo.


Existe algo extremamente desconfortável nisso: a responsabilidade da existência não pode ser terceirizada.


Nem para Deus.

Nem para o governo.

Nem para a empresa.

Nem para a família.

Nem para o mercado.


Todos nós estamos, diariamente, nos definindo.


Cada reação define.

Cada omissão define.

Cada mentira define.

Cada integridade escondida também define.


O problema é que muita gente acredita que julgamento é um evento futuro, quando na verdade ele começa no presente. No hoje de cada dia!!!


A colheita apenas manifesta publicamente aquilo que foi cultivado silenciosamente.


Por isso o tempo assusta tanto algumas pessoas. Porque o tempo remove maquiagem existencial.


Ele revela:


  • caráter;

  • intenção;

  • essência;

  • maturidade;

  • fruto.


O joio passa boa parte da vida acreditando que postura é força. O trigo entende que fruto gera peso… e peso gera humildade.


No pessoal, no profissional e no empresarial, existe uma perguntai evitável: Se hoje fosse dia de colheita… o que sua existência provaria que você realmente é?


Porque no final, ninguém será lançado por acaso.


Será apenas conduzido para o lugar que escolheu construir dentro de si.

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