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Dinheiro

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    Open Planning
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

“Não que eu jamais tenha passado necessidade, pois aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver com quase nada ou com muito. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja com o estômago cheio ou com fome, tendo muito ou passando necessidade.” (Filipenses 4:11-12)


Normalmente o discurso cai em dois extremos:


  • ou transforma riqueza em pecado;

  • ou transforma prosperidade em divindade.


O texto da Bíblia aponta para outro lugar: maturidade.


A fala de Paulo de Tarso em Epístola aos Filipenses não é sobre pobreza glorificada. É sobre independência emocional diante da oscilação material.


Ele basicamente diz: “Eu não sou controlado nem pela falta nem pela abundância.


Isso destrói duas prisões modernas:


  1. A ansiedade de quem não tem.

  2. O ego de quem acha que ter significa valer mais.


E aqui entra algo brutalmente atual: muita gente não quer dinheiro… quer anestesia emocional.


Quer segurança absoluta.

Quer validação.

Quer status.

Quer provar algo para alguém.


Mas dinheiro é amplificador.

Ele potencializa quem você já é.


  • Se houver generosidade, ele amplia.

  • Se houver vaidade, ele expõe.

  • Se houver caos interno, ele financia o caos.


O texto também desmonta uma falácia muito comum no mundo corporativo e até religioso: “Quem tem dinheiro não precisa de Deus.” ou “Quem é pobre automaticamente é mais puro.


Nenhuma das duas coisas é verdade.


Abraão era rico.

era extremamente próspero.

Davi tinha poder e riqueza.

Salomão literalmente virou referência histórica de abundância.


O problema nunca foi possuir recursos. O problema sempre foi ser possuído por eles.


“Não se desgaste para ficar rico; Tenha a sabedoria de demonstrar moderação. Basta um olhar para as riquezas, e elas desaparecem.

pois certamente criarão asas. e voar para o céu como uma águia.” (Provérbios 23:4-5).


O trecho de Provérbios é quase cinematográfico: as riquezas criam asas e voam.


Isso conversa diretamente com 2026:


  • inflação;

  • crises;

  • empresas gigantes quebrando;

  • profissões desaparecendo;

  • pessoas vivendo para sustentar uma imagem que nem conseguem mais pagar.


No fim, estabilidade financeira é importante. Mas paz não pode depender exclusivamente do saldo da conta.


Porque quem depende emocionalmente do dinheiro viverá eternamente em estado de ameaça:


  • medo de perder;

  • medo de não crescer;

  • medo de ficar para trás;

  • medo de parecer fracassado.


E ironicamente, quanto mais a sociedade idolatra riqueza, mais ansiosa ela fica.


Joe Louis resumiu isso com precisão quase cirúrgica: “Não gosto de dinheiro, mas ele acalma meus nervos.


A maioria das pessoas hoje não busca riqueza. Busca alívio psicológico.


E talvez seja exatamente por isso que tanta gente acumula muito… e continua vazia.

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