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A Arrogância Humana diante da Soberania do Absoluto

  • Foto do escritor: Open Planning
    Open Planning
  • 16 de mai.
  • 2 min de leitura

Existe uma diferença brutal entre conhecer sobre o Absoluto… e aceitar que Ele jamais caberá completamente dentro da compreensão humana.


Depois de décadas observando pessoas, sistemas, religiões, governos, crises, sucessos, dores e ciclos da própria vida, uma percepção se torna inevitável: o homem moderno não tem dificuldade apenas em acreditar no Absoluto… ele tem dificuldade em aceitar que Ele seja soberano de verdade.


Porque soberania absoluta fere o ego humano.


O ser humano gosta da ideia de um Absoluto que possa ser explicado. Controlado. Previsto. Interpretado. Traduzido conforme conveniências emocionais, culturais, políticas e religiosas.


Mas o Eterno nunca se submeteu à lógica limitada da criatura.


E talvez seja exatamente isso que mais incomoda.


Vivemos em uma geração que transformou opinião em autoridade moral e sentimento em régua da verdade. Uma geração que acredita que entender tudo é pré-requisito para confiar. Que exige explicações constantes do Eterno enquanto mal consegue compreender a si mesma.


Mas o Eterno continua sendo Absoluto… independentemente da aceitação humana.


Ele não perde soberania porque o homem questiona. Não perde autoridade porque a cultura relativizou princípios. Não deixa de existir porque filosofias tentam reinterpretá-Lo. E não interrompe Seus propósitos porque a humanidade entrou em conflito com a ideia de limite, obediência e dependência.


Há uma soberania acontecendo acima:


• das narrativas humanas;

• dos sistemas políticos;

• das vaidades religiosas;

• das projeções emocionais;

• das ideologias modernas;

• e da falsa sensação de controle construída pela civilização contemporânea.


O problema é que muitos não querem o Eterno… querem apenas uma versão d’Ele compatível com os próprios desejos.


Querem um Absoluto que: abençoe sem confrontar; entregue sem transformar; acolha sem corrigir; e intervenha sem contrariar vontades pessoais.


Mas o Absoluto Eterno não funciona como extensão psicológica da humanidade.


Ele age fora do tempo humano. Fora da ansiedade humana. Fora da necessidade humana de controle.


momentos em que Ele abre portas.

momentos em que fecha.

momentos em que responde.

momentos em que silencia.

momentos em que livra.

E há momentos em que permite processos que o homem jamais compreenderá completamente enquanto estiver limitado à própria condição.


E talvez seja exatamente aí que nasce a fé madura: não na necessidade de entender tudo… mas na capacidade de continuar reconhecendo o Eterno mesmo quando não entendemos quase nada.


, em sua vida e história escrita entre 1.800 a.C. a 1.500 a.C., percebeu isso antes de muitos filósofos modernos. Depois de perder tudo, ele entendeu que a maior ilusão humana não é a fraqueza… é a pretensão de achar que conseguiria enquadrar o Eterno dentro da própria lógica.


No fim, a maturidade da Fé talvez comece exatamente quando o homem para de tentar reduzir o Eterno ao tamanho da própria compreensão.

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