
Sessenta anos depois, o vento não me engana mais
- Open Planning

- 6 de jul.
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de jul.
Já não era sem tempo!!!
Ao resumir 60 anos de vida, 31 deles dedicados à comunicação, 26 ao casamento, 24 à paternidade e seis ao desafio de empreender, percebo que quase tudo aquilo que o mundo chama de conquista é temporário.
Carreira passa. Reconhecimento passa. Dinheiro muda de mãos. Projetos terminam. Empresas crescem, diminuem ou desaparecem. Até a memória que as pessoas têm de nós, com o tempo, se desfaz.
Passei boa parte da vida tentando construir, alcançar, provar, proteger e permanecer. Mas a maturidade me ensinou algo que a vaidade demora a aceitar: não controlamos quase nada.
O aplauso é breve. O poder é frágil. O sucesso é instável. A juventude é passageira. E correr atrás de tudo isso como finalidade da existência é, de fato, correr atrás do vento.
Não desprezo o trabalho, a família, os sonhos ou as conquistas. Ao contrário: reconheço o valor de cada um deles. Mas compreendo hoje que nenhum deles pode ocupar o lugar de Deus.
Porque, quando tudo for retirado, restará a pergunta que realmente importa: fui fiel Àquele que me deu a vida?
Este não é apenas um pensamento sobre envelhecer. É um manifesto de consciência.
Não quero terminar meus dias conhecido apenas pelo que construí, falei, vendi, liderei ou conquistei. Quero ser lembrado — sobretudo por Deus — como alguém que finalmente entendeu que a vida não é sobre alimentar o ego, mas sobre cumprir um propósito eterno.
Depois de tantos anos, minha conclusão não poderia ser outra:
“Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.”
Todo o resto é vaidade.
Todo o resto passa.
Todo o resto é vento.




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