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Existir Custa.

  • Foto do escritor: Open Planning
    Open Planning
  • 5 de abr.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 12 de abr.

E é por isso que tanta gente prefere apenas funcionar.


Estar vivo não é, necessariamente, um mérito. É uma condição.


Existir, não. Existir é um ato de consciência.


É por isso que tanta gente troca existência por desempenho, presença por rotina, identidade por adaptação.

Porque funcionar é mais fácil.

Funcionar mantém a aparência.

Funcionar atende à expectativa.

Funcionar evita o confronto mais duro de todos: o confronto com aquilo que, de fato, somos.


O problema é que uma vida sustentada apenas no automático pode até parecer produtiva por fora, mas já entrou em colapso por dentro.


O meu maior desafio não é continuar vivo. É existir sem me deixar engolir pela mecânica dos dias.


É sustentar essência em um mundo que recompensa performance.

É preservar consciência em um tempo que idolatra velocidade.

É não permitir que a pressa, a pressão e a repetição me transformem em alguém eficiente por fora e ausente por dentro.


Porque há uma diferença brutal entre quem vive e quem apenas opera.


Uns atravessam o tempo.

Outros marcam presença nele.


E, no fim, talvez essa seja uma das verdades mais incômodas da vida adulta: muita gente não está vivendo uma existência. Está apenas administrando a própria permanência.


Por isso, para mim, o ponto nunca foi simplesmente sobreviver ao tempo. O ponto sempre foi merecer a vida que carrego.


Estar vivo é biologia.

Existir é responsabilidade.


E quase ninguém fala sobre o peso real disso.

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