
A Era das Personas Intocáveis
- Open Planning

- 13 de mai.
- 2 min de leitura
O vício moderno das “Breaking News”
Existe algo perigosamente doente acontecendo na sociedade moderna.
As pessoas deixaram de analisar modelos, práticas e consequências… para defender ou atacar personas.
Políticos.
Empresários.
Influenciadores.
Líderes religiosos.
Veículos de mídia.
Ídolos ideológicos.
Tudo virou torcida emocional.
As “Breaking News” já não servem para gerar reflexão. Servem para alimentar histerias seletivas e proteger narrativas convenientes.
O debate morreu quando princípios passaram a valer apenas dependendo de “quem fez”.
Se o erro vem do adversário: escândalo.
Se vem do aliado: contextualização.
E assim nasce uma sociedade intelectualmente frágil: incapaz de confrontar incoerências do próprio grupo.
A verdade é dura: muita gente não quer justiça… quer validação emocional.
Não quer coerência… quer pertencimento.
Não quer aprofundamento… quer frases prontas que preservem sua própria identidade ideológica.
Mas modelos ruins não se sustentam apenas pela incompetência de quem governa.
Eles sobrevivem pela cegueira conveniente de quem defende.
Uma sociedade madura não idolatra figuras públicas.
Ela questiona:
— práticas
— interesses
— métodos
— impactos
— incoerências
— resultados reais
Sem paixão cega.
Sem militância infantil.
Sem devoção política disfarçada de consciência social.
Porque princípios de verdade não mudam conforme o palco, o partido ou o personagem.
Ou ética vale para todos… ou virou ferramenta de manipulação narrativa.
Ou responsabilidade vale para todos… ou virou marketing ideológico.
Questionar modelos não deveria incomodar tanto. Mas incomoda.
Porque questionamento expõe aquilo que a idolatria tenta esconder: a fragilidade das narrativas.
E talvez esse seja o maior colapso intelectual da atualidade: as pessoas preferem defender personagens… do que defender princípios.
Em tempos de “breaking news” , o papel não é defender lados, muito menos personagens. É questionar modelos e suas práticas com base em princípios, preceitos e propósitos.




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